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Babel! Babel!

Silvestre Kuhlmann

Babel! Babel, não chegarás a ver
Galgar o céu teu último tijolo!
O teu orgulho desmedido e tolo
Há de ruir antes do anoitecer!

Babel! Babel! Vaidade a remoer
Na argila desses blocos o teu bolo
Tu logo provarás o desconsolo
Desfeito em pó teu sonho de crescer

Arranha-céus e túneis e barragens
Porta-aviões, foguetes – são imagens
Da insanidade dos delírios teus!

Pensaste no alumínio e no carbono
Fizeste do ouro teu patrão e dono
Mas no teu sonho não estava Deus

Composição: Antonio Carlos Santini / Silvestre Kuhlmann