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Manhã

Sílvia Pérez Cruz

Mañana

Cuando yo muera amado mío
No cantes para mí canciones tristes
Olvida falsedades del pasado
Recuerda que fueron solo sueños que tuviste

¡Que falsa invulnerabilidad la felicidad!
¡Que falsa invulnerabilidad la felicidad!
¿Dónde estará ahora, dónde estará mañana?
Cuando yo muera amado mío

No me mandes flores a casa
No pongas rosas sobre el mármol de mi fosa, no
No escribas cartas sentimentales que serían solo para ti
No escribas cartas sentimentales que serían solo para ti

Cuando yo muera mañana, mañana, mañana
Habrá cesado el miedo de pensar que ya siempre estaré sola
Que ya siempre estaré sola mañana, mañana

Cuando yo muera mañana, mañana, mañana
Ya habrá cesado el miedo de pensar que ya siempre estaré sola
Que ya siempre estaré sola, mañana

Manhã

Quando eu morrer meu amor
Não cante músicas tristes para mim
Esqueça as falsidades do passado
Lembre-se que eles eram apenas sonhos que você teve

Que falsa felicidade de invulnerabilidade!
Que falsa felicidade de invulnerabilidade!
Onde você estará agora, onde você estará amanhã?
Quando eu morrer meu amor

não me mande flores para casa
Não coloque rosas no mármore do meu túmulo, não
Não escreva cartas sentimentais que seriam só para você
Não escreva cartas sentimentais que seriam só para você

Quando eu morrer amanhã, amanhã, amanhã
O medo de pensar que estarei sempre sozinho terá cessado
Que eu sempre estarei sozinho amanhã, amanhã

Quando eu morrer amanhã, amanhã, amanhã
O medo de pensar que estarei sempre sozinho terá cessado
Que eu sempre estarei sozinho, amanhã

Composição: Silvia Perez Cruz, Ana Maria Moix Meseguer