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Padrão de Identidades

Silvina Garre

Patrón De Identidades

Con sabor a sucia derrota
nos acostumbramos,
al vicio,libres de culpa

Nos ponemos viejos de a poco
sin poder cambiar
la suerte de ser adultos
aferrados a un patrón
de identidades
domicilios y cargos

Desacatamos la locura
somos hijos de consignas
impregnadas de poder

Caigo me levanto
y no espero
cedo mi lugar,de acuerdo
cínico,enfermo.
Comerás tu propio veneno
te fatigarán las manos
de los que anulen las premisas
de tu vientre intoxicado
de tu noble estirpe
y mientras tanto
sonreiremos como idiotas
aferrados a un patrón
de identidades

Te acribillarán las sentencias
que alguien pervirtió,en tu nombre
Será un lunes por la mañana
laralaralaralaaa
Te desangrarás
te enterrarán el alma
uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh

Padrão de Identidades

Com gosto de derrota suja
nos acostumamos,
à vício, livres de culpa

Vamos envelhecendo aos poucos
sem poder mudar
a sorte de ser adulto
agarrados a um padrão
de identidades
domicílios e cargos

Desafiamos a loucura
somos filhos de slogans
impregnados de poder

Caio, me levanto
e não espero
cedo meu lugar, de acordo
cínico, doente.
Comerás seu próprio veneno
te cansarão as mãos
dos que anulam as premissas
do teu ventre intoxicado
da tua nobre linhagem
e enquanto isso
sorriremos como idiotas
agarrados a um padrão
de identidades

Te acribillarão as sentenças
que alguém perverteu, em teu nome
Será uma segunda-feira de manhã
laralaralaralaaa
Te desangrarás
te enterrarão a alma
uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh

Composição: Fito Páez