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De Prostitutas

Silvina Garre

De Prostirutas

Canta por las mañanas, sale por las noches
duerme a sus hijos y se sube a un coche 83, 83
trabaja como todos

Ella siempre sensual recorre la avenida
les vende amor no importa la tarifa
ella está bien, ella está bien, no entiende de codicias

Cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que pagó millones por nada
cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que sirvió al dueño de casa

Claro de carne a carne somos todos iguales
vos sos la misma y el que paga encuentra
un buen lugar, un buen lugar debajo de tus sábanas blancas
has cobijado miles de ilusiones
tantos gemidos y viejos rencores
sos como el mar, sos como el mar, tan ávida de luna

Cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que sirvió al dueño de casa
cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que pagó millones por nada

Sos la que hoy trabaja duro para descansar
cada mediodía de domingo y sol
no tenés banderas, ni color, ni religión
sos la calle.

Hablan en los bares de tu calidez
ellos se preocupan en pagarte bien
ríndete a buen precio que los cuervos en cuestión
andan sueltos.

Sabes que si no es hoy
tal vez será mañana
que tener todo es como tener nada
tenés la piel, tenés la piel, tan lánguida y gastada.

Cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que sirvió al dueño de casa
cierra los ojos no ves que en tu cama está él
el que pagó millones por nada.

De Prostitutas

Canta de manhã, sai à noite
Dorme com os filhos e entra num carro 83, 83
Trabalha como todo mundo

Ela sempre sensual percorre a avenida
Vende amor, não importa o preço
Ela tá bem, ela tá bem, não entende de ganância

Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que pagou milhões por nada
Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que serviu o dono da casa

Claro, de carne a carne somos todos iguais
Você é a mesma e quem paga encontra
Um bom lugar, um bom lugar debaixo dos seus lençóis brancos
Você acolheu milhares de ilusões
Tantos gemidos e velhos rancores
Você é como o mar, você é como o mar, tão ávida de lua

Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que serviu o dono da casa
Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que pagou milhões por nada

Você é quem hoje trabalha duro pra descansar
Todo domingo ao meio-dia e sob o sol
Não tem bandeiras, nem cor, nem religião
Você é a rua.

Falam nos bares da sua calorosidade
Eles se preocupam em te pagar bem
Renda-se a um bom preço que os corvos em questão
Andam soltos.

Sabe que se não for hoje
Talvez seja amanhã
Que ter tudo é como não ter nada
Você tem a pele, você tem a pele, tão flácida e gasta.

Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que serviu o dono da casa
Fecha os olhos, não vê que na sua cama tá ele
Aquele que pagou milhões por nada.

Composição: