Não vejo a minha luz
O meu luar amigo de sempre
Não queria ter na vida
Um céu sem estrelas
Meu amor não me compreende
Porque as noites que se escoam
São longas, são noites de pranto
Ó, eu lamento tanto
A tristeza dos céus carregados
De nuvens que são um presságio
Perdidas na imensidão, sem destino
Mas ó, meu grande amor
Eu preciso, entretanto, dizer-te
Nunca soubeste amar
Num beijo iluminado
Que me mostrasse um céu aberto
Nunca soubeste amar
Sem nuvens, pelo azul
Fico a esperar a noite de luar