Paula
Debiera bastar con inventar tus ojos,
debiera bastar con hacerlos vivir.
Tus ojos abiertos son como tu historia:
van solos contando mil cosas de ti.
Los veo cual si viera la esfera de un brujo,
les veo paises y escenas de amor,
mas donde debieran quedar los jardines
yacen instrumentos de hacer la labor.
Paula,
pequeña hermanita, niña sin jardín,
por no tener flores sembraste una en ti.
Paula,
yo pudiera darte un inmenso jardín
si pudiera darte todo mi pais.
Yo sé de las cientos de suertes que corren
las flores silvestres, la flor sin jardín,
pero también sé que sequías y piedras
no pueden con una razón de vivir.
Paula,
pequeña hermanita, niña sin jardín,
por no tener flores sembraste una en ti.
Paula,
yo pudiera darte un inmenso jardín
si pudiera darte todo mi pais.
Paula
Deveria bastar só inventar seus olhos,
deveria bastar só fazê-los viver.
Seus olhos abertos são como sua história:
vão sozinhos contando mil coisas de você.
Eu os vejo como se visse a esfera de um bruxo,
vejo países e cenas de amor,
mas onde deveriam ficar os jardins
estão instrumentos para fazer o trabalho.
Paula,
pequena irmã, menina sem jardim,
por não ter flores, você plantou uma em você.
Paula,
eu poderia te dar um imenso jardim
se eu pudesse te dar todo o meu país.
Eu sei das centenas de sortes que correm
as flores silvestres, a flor sem jardim,
mas também sei que secas e pedras
não podem com uma razão de viver.
Paula,
pequena irmã, menina sem jardim,
por não ter flores, você plantou uma em você.
Paula,
eu poderia te dar um imenso jardim
se eu pudesse te dar todo o meu país.