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Auto Retrato

Simone de Oliveira

Nasci embalada no canto crescido
Da gente miúda
Cresci aquecida pelo Sol de inverno
Que o vento não muda
Cantei desfolhadas
Cantei sete letras, tangos ribeirinhos
Cantei os poetas
Gritei os poemas, que são meu caminho

Maria Saudade, mulher solidão
Tem sido o meu canto
Ou não é verdade, é mais realidade
Que um grito de espanto
Mudei o cantar e a forma de amar
Aqui onde estou
Virei os destinos, mudei os meus hinos
Mas sei onde vou

Sou mulher adulta, cresci no meu canto
Sou mulher e mãe
Meu nome é verdade, venci a saudade
Nasci de ninguém
Sou mulher adultas, das tuas raízes
Espalhadas pra'lo mundo
Dei filhos aqui no hino profundo
Que é um canto de mim

Nasci embalada no canto crescido
Da gente miúda
Cresci aquecida pelo Sol de inverno
Que o vento não muda
Cantei desfolhadas
Cantei sete letras, tangos ribeirinhos
Cantei os poetas
Gritei os poemas, que são meu caminho

Maria Saudade, mulher solidão
Tem sido o meu canto
Ou não é verdade, é mais realidade
Que um grito de espanto
Mudei o cantar e a forma de amar
Aqui onde estou
Virei os destinos, mudei os meus hinos
Mas sei onde vou

Sou mulher adulta, cresci no meu canto
Sou mulher e mãe
Meu nome é verdade, venci a saudade
Nasci de ninguém
Sou mulher adultas, das tuas raízes
Espalhadas pra'lo mundo
Dei filhos aqui no hino profundo
Que é um canto de mim

Sou mulher adulta, cresci no meu canto
Sou mulher e mãe
Meu nome é verdade, venci a saudade
Nasci de ninguém
Sou mulher adultas, das tuas raízes
Espalhadas pra'lo mundo
Dei filhos aqui no hino profundo
Que é um canto de mim!

Composição: António Sala / Fernando Correia Martins / Simone de Oliveira