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Olho Índigo

Sinalé

Indigo Eye

I'm locked inside a trial
A sentence on every aisle
Dirty fingers point at me
Pretty lies, I can't break free

Touching walls, one by one
Pitch black, before I'm done

Cold, cracked, cloudy box
Living stone, not a rock
Frozen clay, twisted road
All the stories, I still hold

Touching walls, one by one
To faint glow, my feet run

I come across a dying light
Deep indigo, moonless night
I stop, I cry, I breathe again
Is it a maze or just a plain?

Touching walls, one by one
Curly indigo, I'm still not done

Blurred vision, paths weave
Through illusion, I perceive
Soft indigo on muddy pebbles
Now I see all my devils

Touching walls, one by one
Indigo flowers, almost done

I feel the noise break apart
I keep going with my heart
The path spirals, the path turns
Indigo eye, slowly burns

I hear a voice inside the blaze
There is no wall
There is no maze

Fingers crumble, one by one
Sixth indigo, dusk undone

Olho Índigo

Estou preso em um julgamento
Uma sentença em cada corredor
Dedos sujos apontam pra mim
Mentiras bonitas, não consigo me libertar

Tocando as paredes, uma a uma
Escuro total, antes de acabar

Caixa fria, rachada, nublada
Pedra viva, não é rocha
Argila congelada, caminho torto
Todas as histórias, ainda guardo

Tocando as paredes, uma a uma
Para um brilho fraco, meus pés correm

Me deparo com uma luz moribunda
Índigo profundo, noite sem lua
Eu paro, choro, respiro de novo
É um labirinto ou só um plano?

Tocando as paredes, uma a uma
Índigo encaracolado, ainda não terminei

Visão embaçada, caminhos se entrelaçam
Através da ilusão, eu percebo
Índigo suave sobre seixos lamacentos
Agora vejo todos os meus demônios

Tocando as paredes, uma a uma
Flores índigo, quase no fim

Sinto o barulho se despedaçar
Continuo seguindo com meu coração
O caminho espirala, o caminho vira
Olho índigo, queima lentamente

Ouço uma voz dentro da chama
Não há parede
Não há labirinto

Dedos se desfazem, um a um
Sexto índigo, crepúsculo desfeito

Composição: Luiz Vidotto