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Costurando e Cantando

Sofia Ellar

Cosiendo y Cantando

Tenemos sentido
Aunque se te da fetén eso de ser lucido
Y quise hacerlo también que me equivoqué
Dibujando a pincel un algo contigo, en otro estribillo

Tenemos sentido
Aunque te crees que no te he escrito nada bonito
Soy de meterme en el barro
Y le estoy dando mil y unas vueltas al tarro
Y se me hace muy raro

Verte vestido de príncipe azul en un palco
No siendo tú, con la mirada en los charcos
Puse la mano en el fuego y me acabé quemando
Manos arriba en el escenario, no es un asalto
Tan solo me equivoqué vestida de atraco

No tiene sentido, no
Un si te tiras me tiro y me estrello contigo
Era jugar a coser la herida
Volviendo a tratar de volver tirando del hilo
En otro estribillo

No tiene sentido, no
Es como darle a torcer mi brazo a ese niño
Sabes que puede doler salir a ganar cuando toca perderte
Y se me hace muy raro
Verte vestido de príncipe azul en un palco

No siendo tú, con la mirada en los charcos
Puse la mano en el fuego y me acabé quemando
Manos arriba en el escenario no es un asalto
Tan solo me equivoqué vestida de atraco

No puedo ser quien cure tu herida en el barro, no
No quiero ser el diluvio de todos charcos
Y que me pongas en duda que duda se fue caminando

Vestida de atraco, no eres timón, yo sí la vela de un barco
Yo me despido de ti cosiendo y cantando
Pero no olvides mi vida que desde mi palco
Todo es azul, ahora me miro y me encanto
Vivo sin ley príncipe o rey de palacio

Manos arriba en el escenario, sigo brillando
Yo ya mi herida cerré cosiendo y cantando
Cosiendo y cantando
Manos arriba en el escenario sigo brillando
Que yo mi herida cerré cosiendo y cantando

Costurando e Cantando

Temos sentido
Embora você se ache fera nisso de ser esperto
E eu quis fazer também, mas me enganei
Desenhando a lápis algo com você, em outro refrão

Temos sentido
Embora você ache que não escrevi nada bonito
Sou de me meter na lama
E tô dando mil e uma voltas na cabeça
E tá me parecendo bem estranho

Te ver vestido de príncipe encantado em um palco
Não sendo você, com o olhar nos poças
Coloquei a mão no fogo e acabei me queimando
Mãos pra cima no palco, não é um assalto
Só me enganei, vestida de assalto

Não faz sentido, não
Se você se joga, eu me jogo e me estrello com você
Era brincar de costurar a ferida
Tentando de novo voltar puxando o fio
Em outro refrão

Não faz sentido, não
É como torcer meu braço daquele moleque
Você sabe que pode doer sair pra ganhar quando toca perder você
E tá me parecendo bem estranho
Te ver vestido de príncipe encantado em um palco

Não sendo você, com o olhar nos poças
Coloquei a mão no fogo e acabei me queimando
Mãos pra cima no palco, não é um assalto
Só me enganei, vestida de assalto

Não posso ser quem cure sua ferida na lama, não
Não quero ser a chuva de todos os poças
E que você me faça duvidar que a dúvida foi embora

Vestida de assalto, você não é leme, eu sou a vela de um barco
Eu me despeço de você costurando e cantando
Mas não esqueça da minha vida que do meu palco
Tudo é azul, agora me olho e me encanto
Vivo sem lei, príncipe ou rei de palácio

Mãos pra cima no palco, sigo brilhando
Eu já fechei minha ferida costurando e cantando
Costurando e cantando
Mãos pra cima no palco, sigo brilhando
Que eu fechei minha ferida costurando e cantando

Composição: Sofia Ellar