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Se Você For

Soledad Bravo

Si Te Vas

Si te vas,
te irás sólo una vez,
para mí habrás muerto,
yo te pido que me lo hagas saber,
quiero estar despierto.
Porque si te vas
yo quiero creer
que nunca vas a volver;
dímelo y será
mucho menos cruel,
yo siempre supe perder.

Si te vas,
quiero verte partir,
saber que te has ido,
sin adioses el amar y el morir,
nunca son olvido.
Pájaro tu pie,
viento mi querer,
yo te puedo comprender,
sin saber por qué
no te podrás ir,
yo te quiero despedir.

Y no será por eso
que estemos separados,
aunque no te marcharas
lo nuestro está terminado.
Pero si te vas,
yo quiero creer
que nunca vas a volver.

Si te vas,
con amor o sin él,
debes irte ahora,*
tus nostalgias y tus fugas de ayer,
ya no me enamoran.
Mírate vivir
sangre de gorrión,
te ha faltado corazón.
Yo bien puedo ser,
si te quieres ir,
el que te ayude a partir.

Si te vas,
no te vayas así,
llévate tu vida,
si no puedes olvidarme y partir
volarás herida.
Vete sin dolor,
debes comprender
que soy el mismo de ayer.
No hay mejor amor
que el que ya pasó,
se siente al decir adiós.

Se Você For

Se você for,
você irá só uma vez,
para mim você terá morrido,
eu te peço que me avise,
quero estar acordado.
Porque se você for
quero acreditar
que nunca vai voltar;
diga-me e será
muito menos cruel,
eu sempre soube perder.

Se você for,
quero ver você partir,
saber que você se foi,
sans despedidas, o amar e o morrer,
jamais são esquecidos.
Pássaro, seu pé,
vento, meu querer,
eu posso te entender,
só não sei por quê
não poderá ir,
eu quero te despedir.

E não será por isso
que estaremos separados,
mesmo que você não parta
o que temos está terminado.
Mas se você for,
quero acreditar
que nunca vai voltar.

Se você for,
com amor ou sem ele,
deve ir agora,*
suas nostalgias e suas fugas de ontem,
já não me encantam.
Olhe-se viver,
sangue de pardal,
te faltou coração.
Eu posso ser,
se você quiser ir,
o que te ajude a partir.

Se você for,
não vá assim,
leve sua vida,
se não consegue me esquecer e partir
voará ferida.
Vá sem dor,
deve entender
que sou o mesmo de ontem.
Não há amor melhor
que o que já passou,
se sente ao dizer adeus.

Composição: Alfredo Zitarrosa