Sapo cancionero
Sapo de la noche
sapo cancionero
que vive soñando
junto a tu laguna,
tenor de los charcos
grotesco trovero
que estás embrujado de amor
por la luna.
Yo se de tu vida
sin gloria ninguna
se de la tragedia
de tu alma inquieta
y esa tu locura
de adorar la luna
que es locura eterna
de todo poeta.
Sapo cancionero
canta tu canción
que la vida es triste
si no la vivimos
con una ilusión.
Tu te sabes feo
feo y contra hecho
por eso de día
tu fealdad ocultas
y de noche cantas
tu melancolía
y suena tu canto
como letanía.
Repican tus voces
en franca porfía
las coplas son vanas
como son tan bellas
no sabes acaso
que la luna es fría
porque dio su sangre
para las estrellas.
Sapo Cantor
Sapo da noite
sapo cantor
que vive sonhando
junto à sua lagoa,
tenor dos charcos
grotesco trovador
que está enfeitiçado de amor
pela lua.
Eu sei da sua vida
sem glória nenhuma
sei da tragédia
da sua alma inquieta
e essa sua loucura
de adorar a lua
que é uma loucura eterna
de todo poeta.
Sapo cantor
canta sua canção
que a vida é triste
se não a vivemos
com uma ilusão.
Você sabe que é feio
feio e deformado
por isso de dia
a sua feiura esconde
e de noite canta
a sua melancolia
e soa seu canto
como uma ladainha.
Repicam suas vozes
em franca disputa
as canções são vãs
como são tão belas
não sabe, acaso,
que a lua é fria
porque deu seu sangue
para as estrelas.