Já sabe quem é, né?
Sonata
Te vejo nas ruas mais vazias
Te sinto nas luzes da cidade
Teu cheiro se mistura ao vento
Teu nome vive na saudade
Tentei te apagar com outros lábios
Mas o gosto não se disfarça
Porque até no toque mais errado
É tua ausência que me abraça
E o tempo passa, mas não cura
Cada lembrança é uma tortura
Teu riso é minha cura e ferida
A razão e o caos da minha vida
Se existe outra de você
Eu juro que ainda não achei
Talvez o mundo não permita
Duas almas como a que encontrei
Se existe outra de você
Não tem o mesmo céu no olhar
Nem o dom de me perder
Só pra depois me salvar
Já busquei teu reflexo em corpos estranhos
Mas nenhum tem teu descontrole calmo
Ninguém fala baixo do jeito que interfere
Ninguém me beija como quem para o tempo e cega
Tu era o caos bonito que me guiava
A loucura que fazia sentido
E eu, viciado em me perder
Em tudo que era proibido
E eu tento seguir, mas tropeço
Porque amar você foi excesso
E tudo que sobra em mim agora
É o eco sem teu verso
Se existe outra de você
Eu juro que ainda não achei
Talvez o mundo não permita
Duas almas como a que encontrei
Se existe outra de você
Não tem o mesmo céu no olhar
Nem o dom de me perder
Só pra depois me salvar
Talvez o destino só te trouxe uma vez
Pra provar que o amor não se repete
Porque depois que provei tua paz e loucura
Nenhum outro beijo me serve
Se existe outra de você
É sonho, é sombra, é miragem
Porque em toda a minha verdade
Só tem teu nome