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Eu Renuncio

Sonia González Nakashidze

Renuncio

Renuncio a vivir así, renuncio a llorar de más
Renuncio a dar y fingir, renuncio a amar sin amar
Renuncio a ser la que fui, renunció a dar sin verdad
No importa, ya lo entendí, después de mucho intentar

Renuncio, sacrifiqué mi dignidad y no fue justo
Entorpecí mi soledad perdiendo el rumbo
Como si el tiempo le sobrara a mis respuestas
Renuncio, no hay para atrás que me detenga y es seguro
Pasé la vida atravesando tanto muro
Que a resignar y a tanta pena yo renuncio

Renuncio al no por el si, renuncio al tu por el yo
Renuncio a parte de ti, me trajo tanto dolor
Renuncio a cuanto perdí, en cada historia de amor
Que no era tal y creí que la culpable era yo

Renuncio a permitir que hagan de mi lo que no busco
No hay más lugar en el espacio del abuso
Ni más vacante en el margen de mi olvido
Renuncio, es el final del laberinto del absurdo
Llegó el momento de mirar hacia el futuro
Y a lo pasado yo te juro que

Renuncio debo seguir, alzar los pies y volar
El horizonte está allí, camino a mi libertad
Renuncio y este es el fin, de lo que fue y no será
Renuncio y lo hago por mí, que puedo al fin renunciar

Renuncio a retirarme de la vida que yo empujo
Hacia el abismo de explorar cada segundo
Investigando qué se siente cuando siento
Renuncio al sin sabor de controlar mi lado oscuro
De claridades es el fin yo te lo juro
Y te lo juro cuando digo que renuncio
Renuncio, renuncio

Eu Renuncio

Eu renuncio a viver assim, eu renuncio a chorar demais
Eu renuncio a dar e fingir, eu renuncio a amar sem amar
Eu renuncio a ser quem eu fui, eu renuncio a dar sem verdade
Não importa, já entendi, depois de tanto tentar

Eu renuncio, sacrifiquei minha dignidade e não foi justo
Comprometi minha solidão perdendo o rumo
Como se o tempo sobrasse para minhas respostas
Eu renuncio, não há volta que me impeça e é certo
Passei a vida quebrando tantos muros
Que a resignação e toda essa dor eu renuncio

Eu renuncio ao não pelo sim, eu renuncio ao teu pelo meu
Eu renuncio a parte de ti, me trouxe tanta dor
Eu renuncio a tudo que perdi, em cada história de amor
Que não era amor e eu acreditei que a culpada era eu

Eu renuncio a permitir que façam de mim o que não busco
Não há mais espaço no meu espaço de abuso
Nem mais lugar na margem do meu esquecimento
Eu renuncio, é o fim do labirinto do absurdo
Chegou a hora de olhar para o futuro
E ao passado eu te juro que

Eu renuncio, preciso seguir, levantar os pés e voar
O horizonte está ali, caminho para minha liberdade
Eu renuncio e este é o fim, do que foi e não será
Eu renuncio e faço isso por mim, que posso finalmente renunciar

Eu renuncio a me afastar da vida que eu empurro
Em direção ao abismo de explorar cada segundo
Investigando o que se sente quando sinto
Eu renuncio ao gosto amargo de controlar meu lado escuro
De clarezas é o fim, eu te juro
E te juro quando digo que eu renuncio
Eu renuncio, eu renuncio

Composição: Sonia González Nakashidze