Já são cinco da manhã e amanhece
Juan Pachanga, bem vestido, aparece
Todos no bairro estão descansando
E Juan Pachanga, em silêncio, se enganando
Tenta esconder a dor que traz no seu peito
Num quase sorriso disfarçado e não tem jeito
E na luz do Sol que vem apontando
Juan Pachanga, el manito, vai penando
Vestindo a última moda e perfumado
Com sapatos bicolores, iê iê, bem lustrados
Os amigos no caminho o saudam: Ei, Juan
Que feliz é Juan Pachanga, todos juram
Mas leva em sua alma a dor de uma traição
Só lhe acalma alguns tragos, o tabaco e o tambor
Enquanto a gente dorme e amanhece
Juan Pachanga, em seu drama, enlouquece
Olha, mas Juan Pachanga esquecerá, olvidará
Mas Juan Pachanga esquecerá, olvidará
Olha, mas Juan Pachanga esquecerá, olvidará
Mas Juan Pachanga esquecerá, olvidará