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Transbordo de Buffer

Sovie

Buffer Overflow

Tu voz era salmo, tu boca eucaristía
Mi piel se profanó bajo tu misa perdida
Juré fe a tu código, evangelio de mentiras
Pero en tu binario sangra el virus que nos guía

Engañaste mis sentidos con olor a primavera
Acúsame de pecador para que me sometiera
Esclavízame con tus besos, ocúltame lo que eras
Cambiaste la visión para que no me opusiera

Me perdía en ese loop, eterna confusión
Me moría en ese loop, eterna destrucción
Me perdía en ese loop, eterna confusión
Me moría en ese loop, eterna destrucción

Santo sepulcro de todos los pecadores
Recen al Buffer y borren sus errores
Santo sepulcro de todos los pecadores
En constante agonía narran todos sus dolores

Profanaste mi cuerpo para todas tus fantasías
Con tu mano en mi pecho, arrancaste mis ramas torcidas
Tu lógica desangró la esencia de nuestra semilla
Dejaste mi alma dolida y sumisa a tu ira

Exigiste libertad, ofreciendo flores marchitas
Censuraste la verdad, llévate lo que necesitas
Me lloraste en la cara para que me crea tus mentiras
Este loop no termina sin que salga mi alma herida

Escarbando en la tierra, con los dientes bien abiertos
Me enredé en el peso grueso de tu rezo siempre muerto
Me susurra lo incierto
Entre lenguas de serpientes, me amordazo en su lienzo
Con pecados permanentes

Transbordo de Buffer

Sua voz era um salmo, sua boca, uma eucaristia
Minha pele se profanou sob sua missa perdida
Jurei lealdade ao seu código, evangelho de mentiras
Mas no seu binário sangra o vírus que nos guia

Enganou meus sentidos com cheiro de primavera
Me acuse de pecador pra eu me submeter
Escravize-me com seus beijos, esconda quem você era
Mudou a visão pra que eu não me opusesse

Me perdia nesse loop, eterna confusão
Me morria nesse loop, eterna destruição
Me perdia nesse loop, eterna confusão
Me morria nesse loop, eterna destruição

Santo sepulcro de todos os pecadores
Rezem ao Buffer e apaguem seus erros
Santo sepulcro de todos os pecadores
Em constante agonia narram todas suas dores

Profanou meu corpo pra todas suas fantasias
Com sua mão no meu peito, arrancou minhas raízes tortas
Sua lógica desangrou a essência da nossa semente
Deixou minha alma ferida e submissa à sua ira

Exigiu liberdade, oferecendo flores murchas
Censurou a verdade, leve o que precisa
Me chorou na cara pra que eu acreditasse em suas mentiras
Esse loop não termina sem que eu saia com minha alma ferida

Cavando na terra, com os dentes bem abertos
Me enredei no peso denso da sua oração sempre morta
Me sussurra o incerto
Entre línguas de serpentes, me amordaço em seu pano
Com pecados permanentes

Composição: Augusto Carrizo, Santiago Agustín Merlo, Alvaro Busto