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Um Novo Dia Surgirá

Strachy Na Lachy

Nim Wstanie Dzieñ

Ze œwiata czterech stron,
z jarzêbinowych dróg,
gdzie las spalony,
wiatr zmêczony,
noc i front,
gdzie nie zebrany plon,
gdzie poczernia³y g³óg,
wstaje dzieñ.

S³oñce przytuli nas
do swych r¹k.
I spójrz: ziemia a¿ ciê¿ka od krwi,
znowu urodzi nam zbo¿a ³an,
z³oty kurz.

Przyjm¹ kobiety nas
pod swój dach.
I spójrz: bêd¹ œmiaæ siê przez ³zy.
Znowu do tañca ktoœ zagra nam.
Mo¿e ju¿
za dzieñ, za dwa,
za noc, za trzy,
choæ nie dziœ.

Chleby upiek¹ siê w piecach nam.
I spójrz: tam gdzie tylko by³ dym,
kwiatem zabliŸni siê wojny œlad,
barw¹ ró¿.

Dzieci urodz¹ siê nowe nam.
I spójrz: bêd¹ œmiaæ siê, ¿e my
znów wspominamy ten pod³y czas,
porê burz.
Za dzieñ, za dwa,
za noc, za trzy,
choæ nie dziœ,
za noc, za dzieñ,
doczekasz siê,
wstanie œwit.

Um Novo Dia Surgirá

Do mundo de quatro cantos,
Das estradas de viburnum,
Onde a floresta está queimada,
o vento cansado,
a noite e a linha de frente,
Onde a colheita não foi feita,
Onde o chão ficou escuro,
surge um novo dia.

O sol nos abraçará
com seus braços.
E olha: a terra está pesada de sangue,
novamente nos dará espigas de grãos,
pó dourado.

As mulheres nos receberão
sob seu teto.
E olha: elas vão rir entre lágrimas.
Alguém tocará para nós dançar novamente.
Talvez já
amanhã, depois,
esta noite, em três,
mas não hoje.

Os pães vão assar para nós nos fornos.
E olha: onde só havia fumaça,
o rastro da guerra se cobrirá de flores,
de cor rosa.

Novas crianças nascerão para nós.
E olha: elas vão rir, que nós
novamente lembramos desse tempo cruel,
da época das tempestades.
Amanhã, depois,
esta noite, em três,
mas não hoje,
esta noite, amanhã,
você verá,
surgirá a aurora.

Composição: