Enchendo a cara com insônia, pipocas e conversas ruins
Esse sofá é confortavél, mas, te olhando, eu nem senti
Cobrindo o seu falar volátil com seu sorriso de marfim
No fundo, eu sei que tu sabe que eu te adoro
Você finge que não percebe, finjo que ignoro
Me chama, cabe o teu amor no meu?
Ele quer lhe, mas não sou eu
Então, o que vai dizer se eu for?
O que vai fazer? Eu vou
No fundo, eu sei que tu sabe que eu te adoro
Você finge que não percebe, finjo que ignoro
Então, o que vai dizer se eu for?
O que vai fazer? Eu vou
E se num sonho eu te esbarrar, me culpa
Me beije, não tão singular, me escuta
Entre teu cachos e o mar, me empurrar
Altere teu sonho te trazendo a luta
Burrice nunca vai tomar meu lugar
Rabiscos nas coxas da obra não muda
Afague de um jeito e não jogue pro ar
Contigo o ardor do meu peito permuta?
Aqui a alquimia é tão singular
Então, o que vai dizer quando eu for?
O que vai fazer? Eu vou
No fundo, eu sei que tu sabe que eu te adoro
Você finge que não percebe, finjo que ignoro
Então, o que vai dizer se eu for?
O que vai fazer? Eu vou
Te adoro