De Mi Barrio
Yo de mi barrio era la piba más bonita
En un colegio de monjas me eduqué
Y aunque mis viejos no tenían mucha guita
Con familias bacanas me traté
Y por culpa de ese trato abacanado
Ser niña bien fue mi única ilusión
Y olvidando por completo mi pasado
A un magnate entregué mi corazón
Por su porte y su trato distinguido
Por las cosas que me mintió al oído
No creí, que pudiese ser malvado
Un muchacho tan correcto y educado
Sin embargo, me indujo el mal hombre
Con promesa de darme su nombre
A dejar mi hogar abandonado
Para ir a vivir a su lado
Y es por eso que mi vida se desliza
Entre el tango y el champagne del cabaret
Mi dolor se confunde en mi sonrisa
Porque a reír mi dolor me acostumbré
Y si encuentro algún otario que pretenda
Por el oro mis amores conseguir
Yo lo dejo sin un cobre pa' que aprenda
Y me paguen lo que aquel me hizo sufrir
Hoy bailo el tango, soy milonguera
Me llaman loca y ¿qué sé yo?
Soy flor de fango, una cualquiera
Culpa del hombre que me engañó
Entre las luces de mil colores
Y la alegría del cabaret
Vendo caricias y vendo amores
Para olvidar a aquel que se fue
Do Meu Bairro
Eu do meu bairro era a garota mais bonita
Em um colégio de freiras me eduquei
E embora meus pais não tivessem muita grana
Com famílias ricas eu me relacionei
E por causa desse trato privilegiado
Ser uma menina bem foi minha única ilusão
E esquecendo completamente meu passado
A um magnata entreguei meu coração
Pelo seu porte e seu jeito refinado
Pelas coisas que me sussurrou no ouvido
Não acreditei que pudesse ser malvado
Um garoto tão correto e educado
No entanto, me induziu o homem mau
Com a promessa de me dar seu sobrenome
A deixar meu lar abandonado
Para ir viver ao seu lado
E é por isso que minha vida se desliza
Entre o tango e o champagne do cabaré
Minha dor se confunde no meu sorriso
Porque a rir minha dor me acostumei
E se encontro algum otário que pretenda
Pelo ouro meus amores conseguir
Eu o deixo sem um centavo pra aprender
E me paguem o que aquele me fez sofrer
Hoje danço tango, sou milongueira
Me chamam de louca e o que sei eu?
Sou flor de lama, uma qualquer
Culpa do homem que me enganou
Entre as luzes de mil cores
E a alegria do cabaré
Vendo carícias e vendo amores
Para esquecer aquele que se foi
Composição: Roberto Goyheneche