Enquanto a Neve Cai
Bateu e Quebrou
Os Doentes em Correntes
A Noite Se Aproxima
O Frio, O Medo
Transpassa Esta Alma
Para a Noite
Desperdiçando
Escondido em Trapos
Olhos Cheios de Chuva
Temendo a Aurora
Irmão do Sono
Convocado a Levantar
Lágrimas Fluem
Enquanto Muitos Caem
O Inverno Chora
Enquanto a Neve Cai
Mãos Murcham
Não São Mais Necessárias
Para Sangrar Este Corpo Seco
Um Rosto Miserável
Pálido e Quebrado
Flores Murcharam
Pelo Gelo Antigo
Sombras Espreitam
Nos Tolos de Lágrimas
Carne Mutilada
Nenhum Grito Feito
Sozinho Eu Choro
Na Terra
Nascido Para Morrer
Enterre-me Agora
Jante Com os Mortos
Vire-se Para Estrelas Distantes
Corte a Dor Fora
Agarre um Galho Quebrado
Enquanto Se Desfaz
Injete um Amor Profundo Perdido
Eu Lamento Entre
As Flores
Essas Lágrimas Nunca
Secarão
Sons de Gritos
Adornam a Noite Mais Escura
Amor da Miseria
No Calor do Inverno
Filho de um Demônio
Dorme Dentro
Sozinho Eu Deito
Amarrado em Correntes
O Sol Me Abandonou
Sua Luz Zomba de Mim
Os Ventos Frios Chamam
Sussurram Minha Mente
Alguma Coisa Que Você Fez
Melhorou Sua Vida?
Braços Cansados
Não São Mais Livres
Nenhum Fim Eu Vejo
Este Caminho Sem Fim
A Escuridão Implora
Ceda ao
Túmulo
Os Mortos Dançam
Enquanto os Vivos
Chamam Minha Partida
Sonho Impossível
Lamentoso à Noite
Cai Sobre a Pedra