395px

Seu Altar

Tanger Tap

O Seu Altar

Olhe pra baixo
E veja o meu mundo,
Você não está nele;
Saia do altar,
Suje os seus sapatos na lama.
Claro que vou limpá-los, afinal,
É pra isso que sirvo;
Você me joga trocados,
Olhares de lado,
Seu desprezo me desconcerta.

Olhe pra baixo, os moribundos bem a sua frente
Sangue no olhar, surgem como ratos da lama
Você permanece intocável, à espreita, esquivo;
Lance seus dados, sorte ou acaso,
Num desprezo que desconcerta

Sua consciência tão oculta,
Muda, surda, insensível e bruta;
Sua coerência tão absurda,
De mentiras e versões absolutas

Seu Altar

Olhe pra baixo
E veja o meu mundo,
Você não faz parte dele;
Saia do altar,
Suje seus sapatos na lama.
Claro que vou limpá-los, afinal,
É pra isso que eu tô aqui;
Você me joga trocados,
Olhares de lado,
Seu desprezo me deixa confuso.

Olhe pra baixo, os moribundos bem na sua frente
Sangue no olhar, surgem como ratos na lama
Você permanece intocável, à espreita, esquivo;
Jogue seus dados, sorte ou acaso,
Num desprezo que me desconcerta.

Sua consciência tão oculta,
Muda, surda, insensível e bruta;
Sua coerência tão absurda,
De mentiras e versões absolutas.

Composição: