metal mollado (part. AdeLina)
A noite cala na eira
Os cans deixaron de ouvear
Quen pisa forte na lama
Non ten nada que agochar
Como picas en segredo
Que percorren a carne crúa
Cada pulso trae a pausa
Nun romance coa censura
O medo é un reloxo
Que, aínda roto, marca as horas
Cada tic é unha fenda
Cada tac, unha memoria
E o templo sen figuras
A luz do altar consumida
Onde as pregarias non calan
E a pedra sempre é fría
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Cheira ao metal mollado
Como se a noite tivese sangue
Tivese sangue
Tivese sangue
Tivese sangue
metal molhado (part. AdeLina)
A noite cai na estrada
Os cães pararam de latir
Quem pisa firme na lama
Não tem nada a esconder
Como picadas em segredo
Que percorrem a carne crua
Cada pulso traz a pausa
Num romance com a censura
O medo é um relógio
Que, mesmo quebrado, marca as horas
Cada tic é uma fenda
Cada tac, uma memória
E o templo sem figuras
A luz do altar apagada
Onde as orações não calam
E a pedra sempre é fria
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Cheira a metal molhado
Como se a noite tivesse sangue
Tivesse sangue
Tivesse sangue
Tivesse sangue
Composição: Aida Tarrío Torrado, Olaia Maneiro Argibay, Sabela Maneiro Argibay