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na noite

Tanxugueiras

na noite

Cae a noite, todo estoupa
O lume acende as sombras
Perdendo o claro do día
O que facía de áncora

Berro, mais ninguén escoita
Choro, mais xa nada acouga
Vólvome lúa minguante
Todos miran, ninguén olla

Na noite, que pasará?
Na noite, que pasará?
Na noite, que pasará?
Na noite, que pasará?

No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores

Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré

Sereas sen o seu cantar, doen
Aves sen ás pra voar, doen

Sangran as feridas cos cristais do chan
Chove sen botón de pausa ao que dar
Ao que dar, nena, ao que lle dar
Tíntase de carmín o meu pesar

Sangran as feridas cos cristais do chan
Chove sen botón de pausa ao que dar
Ao que dar, nena, ao que lle dar
Tíntase de carmín o meu pesar

No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores
No meu peito, xa non medran flores

Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré

na noite

Cai a noite, tudo estoura
A luz acende as sombras
Perdendo o claro do dia
O que fazia de âncora

Grito, mas ninguém escuta
Choro, mas nada acalma
Me torno lua minguante
Todos olham, ninguém vê

Na noite, o que vai acontecer?
Na noite, o que vai acontecer?
Na noite, o que vai acontecer?
Na noite, o que vai acontecer?

No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores

Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré

Sereias sem seu canto, doem
Aves sem asas pra voar, doem

Sangram as feridas com os cristais do chão
Chove sem botão de pausa pra dar
Pra dar, menina, pra dar
Tinge-se de carmim a minha dor

Sangram as feridas com os cristais do chão
Chove sem botão de pausa pra dar
Pra dar, menina, pra dar
Tinge-se de carmim a minha dor

No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores
No meu peito, já não nascem flores

Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré
Ailaralá ailaralá, leré

Composição: Aida Tarrío Torrado, Olaia Maneiro Argibay, Sabela Maneiro Argibay