Cosas Que Pasan
No creas, si es que te van con el cuento,
Que te extraño y que lamento
Que a mi lado ya no estás.
Mentira, no hagas caso a las comadres
Que no tienen otra cosa
Más que hacer que chimentar.
Lo nuestro ya está muerto y enterrado
Y nadie lo podrá resucitar...
Lo nuestro es una cosa del pasado
Una cosa que no vale
Ni la pena comentar.
Son cosas que pasan nomás...
Cosas de la vida.
Son cosas que pasan nomás...
Cosas que se olvidan.
Y si a veces yo lloro
Cuando nadie me ve
Y pronuncio tu nombre
Una vez y otra vez,
No creas, por si acaso,
Que aun no te olvidé...
Y no creas tampoco
Que lloro de verdad,
¡es llanto de borracho
Que no sabe tomar!...
Comprendo que aunque me sobra experiencia
Me ha faltado inteligencia
Para saberte juzgar.
Ya veo que fui solo en tu destino
Un peldaño en el camino
Para que subieras más.
Recuerda que cuanto más alto subas
Más honda es la caída que tendrás...
Mas, para qué seguir, total lo nuestro
Es una cosa que no vale
Ni la pena comentar...
Coisas Que Acontecem
Não acredite, se te contarem a história,
Que eu sinto sua falta e que lamento
Que ao meu lado você não está.
Mentira, não dê ouvidos às fofoqueiras
Que não têm mais nada
Além de fazer intriga.
O que tivemos já está morto e enterrado
E ninguém vai conseguir ressuscitar...
O que tivemos é coisa do passado
Uma coisa que não vale
Nem a pena comentar.
São coisas que acontecem só...
Coisas da vida.
São coisas que acontecem só...
Coisas que se esquecem.
E se às vezes eu choro
Quando ninguém me vê
E pronuncio seu nome
Uma vez e outra vez,
Não acredite, por via das dúvidas,
Que eu ainda não te esqueci...
E não pense também
Que eu choro de verdade,
É choro de bêbado
Que não sabe beber!...
Entendo que, embora eu tenha experiência
Me faltou inteligência
Para saber te julgar.
Já percebo que fui só um degrau no seu destino
Um passo no caminho
Para você subir mais.
Lembre-se que quanto mais alto você subir
Mais fundo é a queda que você terá...
Mas, pra que continuar, no fim das contas,
É uma coisa que não vale
Nem a pena comentar...