Olhos de Jacaré
Que imprevistos pontos de luz eram aqueles,
Que lembravam estrelas
No abismo infindo e sem fundo,
E que deslumbraram
Já no vislumbre
Meu olhar profundo?
Não, eu não estava na estrada do oeste desta vez,
Vendo o terrestre astral da cidade,
Na eletricidade em seus inúmeros lumes.
Na madrugada eu estava no Pantanal
Sim, por que não?
Eu tava lá na beira-vazante;
Aqui nos movimentos-voôs nômades da mente.
Lá na fantasmal nitidez dos muitos
Pontos brilhantes.
No espelho d água de aguapés
Eram olhos de jacarés.
Jacaré jacaré jacaré
Jacaré jacaré jacaré jacaré
Jacaré jacaré
Jacarés
Olhos de Jacaré
Que imprevistos pontos de luz eram aqueles,
Que lembravam estrelas
No abismo sem fim e sem fundo,
E que me deslumbraram
Já no vislumbre
Do meu olhar profundo?
Não, eu não estava na estrada do oeste dessa vez,
Vendo o céu da cidade,
Na eletricidade de seus inúmeros brilhos.
Na madrugada eu estava no Pantanal
Sim, por que não?
Eu tava lá na beira da vazante;
Aqui nos movimentos e voos nômades da mente.
Lá na nitidez fantasmal dos muitos
Pontos brilhantes.
No espelho d'água de aguapés
Eram olhos de jacarés.
Jacaré jacaré jacaré
Jacaré jacaré jacaré jacaré
Jacaré jacaré
Jacarés
Composição: Geraldo Espindola, Carlos Renno