Inclination
The corridor slants not from fatigue
But by some deeper persuasion
It guides me sideways into barriers
That recall the forests they displaced
The rug resists a proper edge
Its corners lift with intention
Relaying truths about gravity
I was never meant to grasp
Some surfaces conspire
Not to hinder but to suggest
To teach the body new dimensions
Of caution and acquiescence
I’ve learned to walk without destination
To let the ground shape tempo
There’s guidance in its wavering
A draft of truth within the slow
Inclinação
O corredor não se inclina por cansaço
Mas por alguma persuasão mais profunda
Me guia de lado para barreiras
Que lembram as florestas que deslocaram
O tapete resiste a uma borda adequada
Suas esquinas se levantam com intenção
Transmitindo verdades sobre a gravidade
Que eu nunca deveria entender
Algumas superfícies conspiram
Não para atrapalhar, mas para sugerir
Para ensinar ao corpo novas dimensões
De cautela e aceitação
Aprendi a andar sem destino
Deixar o chão moldar o ritmo
Há uma orientação em sua oscilação
Um sopro de verdade dentro da lentidão