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Horizonte

The Scene

Horizon

dit land van mij is vlak en stil
al eindeloze uren
het land leert ons om stil te zijn
en naar het verst, het verste punt
het verste punt te turen

horizon, horizon, horizon
breder dan ik ooit kan dromen
wreder dan ik ooit kan zien
godin met open armen

het land is leeg, de muur is weg
de stemmen van de buren
een schorre jongensstem die zegt
hoe lang pappa, hoe lang mamma
hoe lang gaat het nog duren

horizon, horizon, horizon
breder dan ik ooit kan dromen
wreder dan ik ooit kan zien
godin met open armen

Horizonte

esta terra é plana e calma
são horas sem fim
a terra nos ensina a ficar em silêncio
e olhar para o mais longe, o ponto mais longe
o ponto mais longe a observar

horizonte, horizonte, horizonte
mais amplo do que eu jamais posso sonhar
mais cruel do que eu jamais posso ver
divindade de braços abertos

a terra está vazia, a parede se foi
as vozes dos vizinhos
a voz rouca de um menino que diz
quanto tempo, papai, quanto tempo, mamãe
quanto tempo ainda vai durar

horizonte, horizonte, horizonte
mais amplo do que eu jamais posso sonhar
mais cruel do que eu jamais posso ver
divindade de braços abertos

Composição: Matheus J. Lau