Olho no espelho, vejo você
Mas também encaro o que há em mim
O que eu critico no mundo lá fora
Mora aqui
Não tem fim
O mesmo erro por trás da razão
O mesmo ciclo na minha mão
Não adianta tentar se enganar
O que a gente sente sabe esperar
Troco de lado, tento escapar
Mas o reflexo insiste em me encarar
O que eu vejo no mundo começa em mim
O que eu tento mudar sempre volta assim
Reflexo no vidro
Sombra e luz
Pra cada ação
Eu carrego a minha cruz
Caminho na rua, finjo esquecer
Mas meus próprios passos me fazem ver
Falo alto, tento gritar
Mas o eco aprende a me entregar
O que eu aponto como acusação
Nasce primeiro no meu coração
Não adianta tentar fugir
O que eu escondo volta a insistir
Troco de lado, mudo o papel
Mas continuo réu no meu próprio céu
O que eu vejo no mundo começa em mim
O que eu tento negar vive em mim
Reflexo no vidro
Não tem perdão
Eu sou o peso da minha própria mão