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Limbo

Trash Poll

Copos jogados do rio
Bem-vindo ao Silent Hill
Me senti menos horrível
Ela me joga no flap
Eles cantam, quanto lixo
Eu não ligo, sangue frio
Eu tenho uma arma na minha cintura
Que vou pro?

Várias armas apontadas pra minha cabeça
Eu sinto o laser queimando minha nuca
Toda segunda até sexta-feira
De terno preto já tô pronto pro meu próprio enterro

Eu não preciso de uma cerimônia
Só se for cerimônia de vela preta
Só suposição sobre mim
Não tá tão errado assim

Quando eu for encontrado lá na sarjeta
A beira do colapso, a minha solução tá guardada dentro duma gaveta

Hipocrisia, hipocrisia
Vivo uma vida que eu não queria
Hipocrisia, hipocrisia
Minha mente não tem democracia
Hipocrisia, hipocrisia
Tô afundando na melancolia
Hipocrisia, hipocrisia
De tanto afundar tive hipotermia

Me afogando com mágoas
Jogando fora minhas lágrimas
Será que isso vale a pena?
Será que eu tô indo certo?

Qual é o caminho correto?
Será que ele existe?
Isso daqui não da certo
Por que ainda insiste?

Me afogando com mágoas
Jogando fora minhas lágrimas
Será que isso vale a pena?
Será que eu tô indo certo?

Qual é o caminho correto?
Será que ele existe?
Isso daqui não da certo
Por que ainda insiste?

Várias armas apontadas pra minha cabeça
Eu sinto o laser queimando minha nuca
Toda segunda até sexta-feira
De terno preto já tô pronto pro meu próprio enterro

Eu não preciso de uma cerimônia
Só se for cerimônia de vela preta
Só suposição sobre mim
Não tá tão errado assim

Quando eu for encontrado lá na sarjeta
A beira do colapso, a minha solução tá guardada dentro de uma gaveta
Na gaveta tem uma magno oito balas
Atira no peito depois atira na cara

Atira em todo canto até não sobrar mais nada
Meu corpo pra autópsia com a cara deformada
O meu sangue jorrando no chão da minha própria casa

Foda-se o IML, não quero saber de nada
Um jovem brasileiro, cena de filme americano
O auto serial killer do ano

Composição: Paulo R, Trash Poll