Alén
A loita comezóu
e con ela o mal
que me afastou de aquí
O momento chegou,
non quero marchar
pero é hora de partir
Vai amodiño rapaz
e non esquezas ós teus pais
tes que ser un home forte
e non chores porque os homes
non poden chorar
Deixo a terra onde vivo
pra navegar alén do mar
despídome pero,
ó deixar os teus camiños
sinto as pernas frouxear
ollándote
Sinto que non voltarei nunca máis
moito terei que loitar
se non regreso, madre cóidese
cos anos poiden ver que...
todo cambiou, síntome só
o tempo pasa e eu sigo aquí
a morte o seu traballo rematou
só quedas ti
E o recordo dos meus pais
naquel río, nos teus montes, no teu mar
que foi cómplice das bágoas
que aquel neno agochou ó te deixar,
un home non pode chorar
Deixo a terra onde vivo
pra navegar alén do mar
despídome pero,
ó pensar nos teus camiños
sinto no peito berrar
quero voltar!
(Solo)
Além
A luta começou
E com ela o mal
Que me afastou daqui
O momento chegou,
Não quero ir embora
Mas é hora de partir
Vai devagar, garoto
E não esquece dos teus pais
Tem que ser um homem forte
E não chora porque os homens
Não podem chorar
Deixo a terra onde vivo
Pra navegar além do mar
Despeço-me, mas,
Ao deixar os teus caminhos
Sinto as pernas fraquejar
Te olhando
Sinto que nunca mais vou voltar
Vou ter que lutar muito
Se não voltar, mãe, se cuida
Com os anos pude ver que...
Tudo mudou, me sinto só
O tempo passa e eu sigo aqui
A morte fez seu trabalho
Só fica você
E a lembrança dos meus pais
Naquele rio, nos teus montes, no teu mar
Que foi cúmplice das lágrimas
Que aquele menino escondeu ao te deixar,
Um homem não pode chorar
Deixo a terra onde vivo
Pra navegar além do mar
Despeço-me, mas,
Ao pensar nos teus caminhos
Sinto no peito gritar
Quero voltar!
(Solo)