Hei hei hei
Trocanos, torés, tambores e flautas sagradas
Na Mundurukãnia vão anunciar
A chegada do mestre Peára o chefe implacável
No centro da taba
Oh, oh, oh, oh
O canto dos povos ecoam e vagam
No ventre da selva para exaltar
O altivo guerreiro emplumado de glórias e lutas
O Morubixaba
Rotiwá, o Kabá, o bravo Wuyjugü
Cacicado das penas, tuxaua Munduruku
Hei, hei, hei, hei
Tatuado, originário vem
Iniciar o curumim escarificado
Aaquiriá, Cururapê, adorna o Pariwá
O teu troféu mumificado
Tua palavra me traz advertência para resistir
À dor, à dor
Fâmuladas foram nas mãos dos Kariwás
Profanadas pelos Napês
Juruá, Karaíba, Kubê
Não deixais minha terra viver
Mas eu faço a vida florescer
Convoquem todas as nações
Tragam coragem nos seus corações
Plantem a consciência para uma nova existência
De um futuro ancestral
Na dança do ser imortal
Dos munduruku
Dança, o Morubixaba
Dança, o chefe Peára
És a força e bravura de Karú
Tuxaua Munduruku
Dança, o Morubixaba
Dança, o chefe Peára
Marupiara, Paikicé, Wuyjugü
Tu és Kabá Munduruku
Eu sou aquele que chamam de sábio ancião
E convoco os filhos da terra-floresta para o levante das lutas
Da resistência do Povo Originário