Rómpeme Mátame
Tus ojos ya no me miran, son tus labios dos mentiras;
tu lengua, insulto y caricia, pero así me siento viva.
Prefiero ser pura sangre y que me tires de las bridas
que una muñeca de jade, un adorno en tu vitrina.
Coro:
Por eso rómpeme, mátame, pero no me ignores, no, mi vida:
prefiero que tú me mates que morirme cada día.
Tus manos son dos cadenas, mi placer y mi agonía:
con una me das cariño, con la otra me dominas.
Prefiero sentir la espuela que me hincas cada día
a ser la flor que en un vaso olvidaste en una esquina.
Coro
Quebre-me, Mate-me
Teus olhos já não me olham, são teus lábios duas mentiras;
sua língua, insulto e carícia, mas assim me sinto viva.
Prefiro ser pura sangue e que me puxe pelas rédeas
que uma boneca de jade, um enfeite na sua vitrine.
Coro:
Por isso quebre-me, mate-me, mas não me ignore, não, meu amor:
prefiro que você me mate do que morrer a cada dia.
Tuas mãos são duas correntes, meu prazer e minha agonia:
com uma me dá carinho, com a outra me domina.
Prefiro sentir a esporada que me crava a cada dia
do que ser a flor que em um vaso você esqueceu numa esquina.
Coro
Composição: Juan Carlos Calderón