395px

Sombra da Noite

Tulus (Metal)

Sostre av Natten

I mørke rom der søstre sover.
I fuktige huler der djevler dør.
Det spyttes ut eder, det sverges og loves
at nå skal menneskes sommer blø.

I grålysningen når søstre blir vekket
ruller det eder bak fletter - i sinn.
Lykke, manerer og gudsord blir svekket
de vredere tanker blir sugd opp og inn.

Det lysner av dag og søstre blir bleke.
Det skinner i tenner, øyne og klør.
Saker skjer når djevler vil leke,
de har sådd i søstre ondskapens frø.

Når solen brenner må søstre i skyggen,
en djevelens datter er varm nok fra før.
Venner av søstre blir dolket i ryggen,
de blør , de tappes, de tørker og dør.

I mørke rom der dag blir natten,
sover søstre i underlige drøm.
Det er nå deres herre gir dem skatten,
med kjærlige hov og dikters berøm.

I nattens mulm er erindringen vag,
søstre glemmer hvem de var.
Aldri vil natt igjen bli dag,
for evig mørke er datteren klar.

Sombra da Noite

Em quartos escuros onde as irmãs dormem.
Em cavernas úmidas onde demônios morrem.
Se cospe veneno, se jura e se promete
que agora o verão da humanidade vai sangrar.

Na luz da aurora quando as irmãs são despertadas
rolam venenos atrás de tranças - na mente.
Felicidade, modos e palavras de Deus são enfraquecidos
os pensamentos mais furiosos são sugados pra dentro.

A luz do dia chega e as irmãs ficam pálidas.
Brilha em dentes, olhos e garras.
Coisas acontecem quando demônios querem brincar,
elas semearam nas irmãs a semente do mal.

Quando o sol queima, as irmãs vão para a sombra,
uma filha do demônio já é quente o suficiente.
Amigos das irmãs são apunhalados pelas costas,
elas sangram, se esvaziam, secam e morrem.

Em quartos escuros onde o dia se torna noite,
as irmãs dormem em sonhos estranhos.
É agora que seu senhor lhes dá o tesouro,
com patas amorosas e a glória do poeta.

Na penumbra da noite a lembrança é vaga,
as irmãs esquecem quem eram.
Nunca mais a noite se tornará dia,
pelo eterno escuro a filha está pronta.

Composição: Tulus