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Nu no Vento

Udo Lindenberg

Nackt im Wind

Nur paar Breitengrade tiefer
Paar Längengrade, dann nach links
Stößt unsere Phantasie an Grenzen
Dort wo die stummsten Schreie sind

In Labyrinthen unvorstellbar
Eiskalter Höllenlavastrom
Der keine Gnade kennt nur zuschlägt
Der selten zögert nie verschont

Hier fordern Sünden unserer Ahnen
Unsere Stumpfheit ihr'n Tribut
Keine Gefangenen die Parole
Hier wird bezahlt mit Fleisch und Blut

Nackt im Wind der brüllt und wütet
im Orkan der Menschen frißt
Nackt im Wind der planlos tötet
Weil er weiß, daß man ihn schnell vergißt

Gebete an Dämonen Götter
Anscheinend interessiert die nicht
Daß unsere Abendbrotkulisse
Auf Karten hofft die neu gemischt

Wir werfen Münzen hoch und warten
Daß weder Zahl noch Krone kommt
Damit auch diesmal keiner Schuld hat
Und jeder sein Gewissen schont

Nur ein paar Breitengrade südlich
Und dann nach Osten weint ein Kind
Noch ehe dieses Lied hier ausklingt
Verhungert es, stirbt nackt im Wind

Nackt im Wind der brüllt und wütet
im Orkan der Menschen frißt
Nackt im Wind der planlos tötet
Weil er weiß, daß man ihn schnell vergißt

Nu no Vento

Só alguns graus de latitude mais ao sul
Alguns graus de longitude, depois à esquerda
Nossa fantasia esbarra em limites
Lá onde os gritos mais silenciosos estão

Em labirintos inimagináveis
Um fluxo de lava gelada do inferno
Que não conhece misericórdia, só ataca
Que raramente hesita, nunca perdoa

Aqui os pecados dos nossos antepassados cobram
Nosso desprezo seu tributo
Sem prisioneiros, essa é a senha
Aqui se paga com carne e sangue

Nu no vento que grita e se enfurece
No furacão que devora os humanos
Nu no vento que mata sem pensar
Porque sabe que logo o esquecem

Orações a demônios e deuses
Aparentemente, isso não os interessa
Que nosso cenário do jantar
Esperam cartas que sejam reembaralhadas

Jogamos moedas para o alto e esperamos
Que nem cara nem coroa apareça
Para que dessa vez ninguém tenha culpa
E cada um preserve sua consciência

Só alguns graus de latitude ao sul
E depois para o leste, uma criança chora
Antes que essa canção aqui acabe
Ela morre de fome, nua no vento

Nu no vento que grita e se enfurece
No furacão que devora os humanos
Nu no vento que mata sem pensar
Porque sabe que logo o esquecem

Composição: