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Até a Náusea

Ulcerate

Ad Nauseam

Bound and gagged
Yet professing the importance of these putrid regurgitations
Dangling above the precipice
Fate, tragic and deserved, lies below
Vacuous and nightmarish

Docile and servile
Kiss that which feeds and fucks
Devoured, defiled
We hang

Choking ourselves on this rank vomit
Seems we can't get enough
Gorging on this stale repetition
For time does not exist to us

And when the gag is removed, sodden and rancid
Mouths will remain agape
Like baby birds, trusting and needy
Even as the rope is cut
Dead eyes long for the normality
Long for the masochism
And set free the sadist in us all

Open wide because this better be worth it

Até a Náusea

Amarrados e com a boca calada
Ainda professando a importância dessas regurgitações podres
Pendurados acima do precipício
O destino, trágico e merecido, está abaixo
Vazio e pesadelo

Doces e servil
Beije aquilo que alimenta e fode
Devorados, profanados
Estamos pendurados

Nos engasgando com esse vômito fétido
Parece que não conseguimos o suficiente
Nos entupindo com essa repetição mofada
Pois o tempo não existe para nós

E quando a mordaça for retirada, encharcada e rançosa
Bocas ficarão abertas
Como filhotes de pássaro, confiantes e carentes
Mesmo quando a corda é cortada
Olhos mortos anseiam pela normalidade
Anseiam pelo masoquismo
E libertam o sadismo que há em todos nós

Abra bem porque isso tem que valer a pena

Composição: Ulcerate