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Senhor do Céu Morto

Umbrae

Dead Heaven's Lord

In Twilight tragedies bewitched
Love expanded itself from thy doom
Disrupted passion that enables your heart
To calm the heat of your soul deep inside

Inmortal feelings adored, the wisdom of the grave
And all the love of your dry heart, so rotten
That you carry stitched to your chest
And attached to your soul, To your very soul

Darkened places to dig and to tear
Orgasmic devotions, agony to share

No pleasures from earth, no refuse from the dead
The pulse of the worm, surrounding your flesh
The sweetness of the stench, the fluids, the dirt
Caressing your sanity, from deep in your brain

Skillful fingers that search in the dark
For the tight and cold abyss to ritually cross
No pleas, no cries, no moans in the ground
From that tenant who inherited a dead heaven's land
(Which is now full of flies)

Sorrowful prayers of the mourners
The misty air that circles your breath
The Stiffness that's surrounding
Believers in waiting in your temple of sex

Your time is out, your body is dead and all your lust
Is a dark gift that in decay belongs to me
So let my love be your epitaph
Forget the lies the choir sang tonight


Skillful Fingers that search in the dark
Like an Incubus prowling you hunt in the night
Silent graveyard mute witness of love
Cause the cries of the dead are as silent as God
(And just as cold)

Numbed sight of an Angel in disguise of Death
Caged heat in a coffin of putrid velvet
The deceitful caress of your impaled beloved
Are the forthcoming sings of your life's last spasm

Senhor do Céu Morto

Em tragédias crepusculares encantadas
O amor se expandiu a partir do seu destino
Paixão desfeita que permite ao seu coração
Acalmar o calor da sua alma lá no fundo

Sentimentos imortais adorados, a sabedoria da cova
E todo o amor do seu coração seco, tão podre
Que você carrega costurado ao seu peito
E preso à sua alma, à sua própria alma

Lugares sombrios para cavar e rasgar
Devoções orgásticas, agonia para compartilhar

Sem prazeres da terra, sem refúgio dos mortos
O pulso da minhoca, cercando sua carne
A doçura do fedor, os fluidos, a sujeira
Acariciando sua sanidade, lá do fundo do seu cérebro

Dedos habilidosos que buscam no escuro
Pelo abismo apertado e frio a cruzar ritualisticamente
Sem súplicas, sem gritos, sem gemidos no chão
Do inquilino que herdou a terra de um céu morto
(Que agora está cheio de moscas)

Tristes orações dos que estão de luto
O ar nebuloso que circunda sua respiração
A rigidez que te envolve
Crentes em espera no seu templo do sexo

Seu tempo acabou, seu corpo está morto e toda a sua luxúria
É um presente sombrio que em decomposição me pertence
Então deixe meu amor ser seu epitáfio
Esqueça as mentiras que o coro cantou esta noite

Dedos habilidosos que buscam no escuro
Como um Incubus à espreita, você caça na noite
Cemitério silencioso, testemunha muda do amor
Pois os gritos dos mortos são tão silenciosos quanto Deus
(E tão frios)

Visão entorpecida de um Anjo disfarçado de Morte
Calor aprisionado em um caixão de veludo podre
A carícia enganosa do seu amado empalado
São os sinais que anunciam o último espasmo da sua vida

Composição: