Amor, firma o ponto na curimba
E do samba faz mandinga
Pra tocar o omelê
Amor, de um Brasil republicano
De nascimento baiano
Batizado no dendê
Chegando ao Rio de Janeiro
De malandros, macumbeiros
Ranchos, blocos e cordões
Dançou, numa África pequena
Fez do corpo um poema
Encantando os corações
Negra magia se fez poesia
Em suas canções
Patakori, Ogunhê
Soprou o vento de Oyá
Ê Mojubá, de onde vem a gargalhada
Quando o Malvado chegou
A batucada parou
Deu meia-noite na cancela da morada
O macaco é outro
Salve o Dois de Ouro
Cidadão de um povo
Que insistia em brincar
Onde a Ciata amparava
E as escolas coroavam o Ererê
Que o tempo Quilomborirá
E nunca esquecer de quem fez parte
Transformou a nossa arte
Pra eternizar
Pula a fogueira, Yayá
Io Io, Yayá
Alô, alô, ao lord imortal
Getúlio Marinho sempre será
Um amor de carnaval
Samborê, samborê pemba, ô Ganga
Bate palma que a macumba começou
Não há demanda que segure o meu samba
Sou União da Ilha do Governador
Composição: Luiz Antonio Simas, Gustavo Clarão, Felipe Mussili, Cláudio Russo, Carlinhos Fuzil, Almir da Ilha