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Sem Palavras

Valeria Lynch

Sin Palabras

Nació de ti
buscando una canción que nos uniera,
y hoy sé que es cruel,
brutal, quizá, el castigo que te doy.
Sin palabras esta música va a herirte
donde quiera que la escuche tu traición,
la noche más absurda, el día más triste,
cuando estés riendo o cuando llore tu ilusión.

Perdonamé, si es Dios
quien quiso castigarte al fin,
si hay llantos
que pueden perseguir así,
si estas notas
que nacieron por tu amor
al final son un cilicio
que abre heridas de una historia,
son suplicio, son memoria...
Fantoche herido, mi dolor
se alzará cada vez
que oigas esta canción.

Nació de ti
mintiendo entre esperanzas un destino,
y hoy sé que es cruel,
brutal, quizá, el castigo que te doy...
Sin decirlo, esta canción dirá tu nombre,
sin decirlo, con tu nombre estaré yo,
los ojos casi ciegos de mi asombro
junto al asombro de perderte y no morir.

Perdonamé, si es Dios

Sem Palavras

Nasceu de você
buscando uma canção que nos unisse,
e hoje sei que é cruel,
brutal, talvez, o castigo que te dou.
Sem palavras, essa música vai te ferir
onde quer que a traição a escute,
a noite mais absurda, o dia mais triste,
quando você estiver rindo ou quando chorar sua ilusão.

Me perdoe, se é Deus
quem quis te castigar no fim,
se há choros
que podem te perseguir assim,
se essas notas
que nasceram por seu amor
no final são um cilício
que abre feridas de uma história,
são suplício, são memória...
Fantoche ferido, minha dor
se levantará toda vez
que você ouvir essa canção.

Nasceu de você
mentindo entre esperanças um destino,
e hoje sei que é cruel,
brutal, talvez, o castigo que te dou...
Sem dizer, essa canção dirá seu nome,
sin dizer, com seu nome estarei eu,
os olhos quase cegos de meu espanto
junto ao espanto de te perder e não morrer.

Me perdoe, se é Deus

Composição: Mariano Mores