Til minne om
Av nåke må di fleste dø.
Du mot ein mur, eg jupt i sjø.
Men kvite seng og varme sjal
tar vare på ein admiral.
Ein vakker by blir lagt i grus.
Og bleike born dør utomhus.
Te bomberom og for di få,
får bare tapre statsmenn gå.
Så store ord blir gitt og sagt.
Men smått e smått og makt e makt.
Av nåke må di fleste dø.
Du imot muren, eg i sjø.
Em Memória de
De algo a maioria deve morrer.
Você contra uma parede, eu fundo no mar.
Mas a cama branca e o xale quente
cuidam de um almirante.
Uma bela cidade é reduzida a escombros.
E crianças pálidas morrem ao ar livre.
Para o abrigo antibomba e para poucos,
apenas os valentes estadistas podem passar.
Palavras grandiosas são ditas e proferidas.
Mas o pequeno é pequeno e o poder é poder.
De algo a maioria deve morrer.
Você contra a parede, eu no mar.