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A Jaula de Ouro

Julieta Venegas

La Jaula de Oro

Aquí estoy establecido
En los Estados Unidos
Diez años pasaron ya

En que cruce de mojado
Papeles no he arreglado
Sigo siendo un ilegal

Tengo mi esposa y mis hijos
Que me los traje muy chicos
Y se han olvidado ya

De mi México querido
Del que yo nunca me olvido
Y no puedo regresar

De que me sirve el dinero
Si estoy como prisionero
Dentro de esta gran nación

Cuando me acuerdo hasta lloro
Que aunque la jaula sea de oro
No deja de ser prisión

Mis hijos no hablan conmigo
Otro idioma han aprendido
Y olvidado el español

Piensan como americanos
Niegan que son mexicanos
Aunque tengan mi color

De mi trabajo a mi casa
Yo no sé lo que me pasa
Que aunque soy hombre de hogar

Casi no salgo a la calle
Pues tengo miedo que me hallen
Y me puedan deportar

De que me sirve el dinero
Si estoy como prisionero
Dentro de esta gran nación

Cuando me acuerdo hasta lloro
Que aunque la jaula sea de oro
No deja de ser prisión

De que me sirve el dinero (oh, oh, oh)
De que me sirve (eh, eh, eh)

A Jaula de Ouro

Aqui estou estabelecido
Nos Estados Unidos
Dez anos já se passaram.

Na travessia molhada
Não providenciei os papeis
Sigo sendo um ilegal.

Eu tenho minha esposa e meus filhos
Que trouxe enquanto ainda eram jovens
E já se esqueceram.

Do meu amado México
Que eu nunca vou esquecer
Mas não posso voltar.

De que me serve esse dinheiro
Se eu sou um prisioneiro
Dentro desta grande nação.

Quando me lembro até choro
Ainda que a jaula seja de ouro
Não deixa de ser uma prisão.

Meus filhos não falam comigo
Pois aprenderam outra língua
E esqueceram o espanhol.

Eles pensam como americanos
Negam que são mexicanos
Embora tenham a minha cor.

Do meu trabalho à minha casa
Eu não sei o que acontece comigo
Ainda que sou um homem de casa.

Quase não saio na rua
Pois tenho medo que me achem
E possam me deportar

De que me serve o dinheiro
Se eu sou um prisioneiro
Dentro desta grande nação.

Quando me lembro até choro
Ainda que a jaula seja de ouro
Não deixa de ser uma prisão.

De que me serve o dinheiro (oh, oh, oh,)
De que me serve (eh, eh, eh,)

Composição: Enrique Franco Aguilar