395px

Abalada (part. Vaine)

Venosa

Abalada (part. Vaine)

Mais um rosto pervertido
Novamente invadindo minha casa
Ganhando meus ouvidos
Ah, eu quero resistir
Mas seu discurso pegajoso me abraça e eu vou

Bala abadá balada
Arrasta a multidão
Grana, alta sociedade
Olho do furacão
Doce dança da vaidade
Na televisão
A libido abalada
Ao som que racha o chão

Era dos soldados mortos
E poetas de línguas dilaceradas
Vivendo a pão e circo
Mais duetos repetidos
Sobre o amor em poesias desgastadas
O amor que é tão bonito

Bala abadá balada
Arrasta a multidão
Grana, alta sociedade
Olho do furacão
Doce dança da vaidade
Na televisão
A libido abalada
Ao som que racha o chão

Compre a fórmula
De uma pessoa especial
Soluciona
A falta de inspiração
Quem se importa
Consumo de uma geração
Que aborta qualquer sentido de razão

[Vaine]
Então, me diz quanto vale um coração
Feliz que dispare com alguma canção em meio à multidão
Que de fato te toque, que você repare
E "tamo" tudo perdido, sem verdade não funciona
Eu escuto milhares de graves que batem no peito mas não emociona
Ninguém sabe bem o que diz, engole o conceito e vai reproduzindo
Ou no caso, postando na rede quando o silêncio era mais que bem-vindo
Ninguém escuta ninguém, então "pai, afasta de mim"
Brigando na net, buscando confete, lembrou Geni e o zepelim
Às vezes eu penso demais e nessa viagem me entrego
A vida estressa o rapaz que busca no like massagem pro ego
A grana manda no jogo, critério bem discutível
Minha arte não é descartável, o meu valor não é perecível
Relações vazias, espelho do que consome
Tempos de mau contato não só no cabo do iPhone

Quero ser aceito
E não posso pagar o preço (eu vou ser mais mano, bem maior)
Quero ser aceito
E não posso pagar o preço

Abalada (part. Vaine)

Otro rostro pervertido
Invadiendo de nuevo mi casa
Entrando en mis oídos
Ah, quiero resistir
Pero tu discurso pegajoso me abraza y me lleva

Bala abadá balada
Arrastra a la multitud
Dinero, alta sociedad
Ojo del huracán
Dulce baile de la vanidad
En la televisión
La libido sacudida
Al sonido que rompe el suelo

Era de los soldados muertos
Y poetas con lenguas desgarradas
Viviendo de pan y circo
Más duetos repetidos
Sobre el amor en poesías desgastadas
El amor que es tan bonito

Bala abadá balada
Arrastra a la multitud
Dinero, alta sociedad
Ojo del huracán
Dulce baile de la vanidad
En la televisión
La libido sacudida
Al sonido que rompe el suelo

Compra la fórmula
De una persona especial
Resuelve
La falta de inspiración
A quién le importa
El consumo de una generación
Que aborta cualquier sentido de razón

[Vaine]
Entonces, dime cuánto vale un corazón
Feliz que se acelere con alguna canción en medio de la multitud
Que realmente te toque, que te des cuenta
Y estamos todos perdidos, sin verdad no funciona
Escucho miles de graves que golpean en el pecho pero no emocionan
Nadie sabe bien lo que dice, traga el concepto y sigue reproduciendo
O en este caso, publicando en la red cuando el silencio era más que bienvenido
Nadie escucha a nadie, entonces 'papá, aléjame de esto'
Peleando en la red, buscando confeti, recordando a Geni y el zepelín
A veces pienso demasiado y me entrego a este viaje
La vida estresa al chico que busca en los 'likes' un masaje para su ego
El dinero manda en el juego, criterio muy discutible
Mi arte no es desechable, mi valor no es perecedero
Relaciones vacías, reflejo de lo que consume
Tiempos de mal contacto no solo en el cable del iPhone

Quiero ser aceptado
Y no puedo pagar el precio (voy a ser más real, mucho más grande)
Quiero ser aceptado
Y no puedo pagar el precio

Composição: Luiz Henrique, Hugo Barata, Vaine