Felicina, tu mataste toda crença
Que outrora me inspiraste e acalentei
Lavraste contra mim, cruel sentença
Fugi pra não morrer, mas te olvidei
Tu quiseras, a teus pés, ver-me rendido
Turbar da minha vida, a doce calma
De torturas e de dores perseguido
Não quiseste do amor, me dar a palma
Não venceste! Por ti, não fui vencido
Salvei meu coração, salvei minh'alma
Mas quase sucumbido à indiferença
Deste olhar, ó mulher que tanto amei
Roubaste de minh'alma, toda crença
Sofri o golpe teu, mas não chorei!