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Nesta Tarde Cinzenta

Vicente Fernández

En Esta Tarde Gris

Qué ganas de llorar
En esta tarde gris
En su repiquetear
La lluvia habla de ti
Remordimiento de saber
Que, por mi culpa nunca vida, nunca te veré

Mis ojos al cerrar, te ven igual que ayer
Temblando al implorar de nuevo mi querer
Y hoy es tu voz que vuelve a mí
En esta tarde gris

Ven, triste me decías
Que en esta soledad
No puede más el alma mía

Ven y, apiadate de mi dolor
Que estoy cansada de llorar
De sufrir y esperar y de hablar
Siempre a solas con mi corazón

Ven, que te quiero tanto
Que si no vienes hoy
Voy a quedar ahogada en llanto
No, no puede ser que siga así
Con este amor clavado en mí
Como una maldición

No supe comprender tu desesperación
Y alegre me alejé en alas de otro amor
Qué solo y triste me encontré
Cuando me vi tan lejos
Y mi engaño comprobé

Mis ojos al cerrar te ven igual que ayer
Temblando al implorar de nuevo mi querer
Y hoy es tu voz que sangra en mí
En esta tarde gris

Ven, triste me decías
Que en esta soledad
No puede más el alma mía

Ven y, apiadate de mi dolor
Que estoy cansada de llorar
De sufrir y esperar y de hablar
Siempre a solas con mi corazón

Ven, que te quiero tanto
Que si no vienes hoy
Voy a quedar ahogada en llanto
No, no puede ser que siga así
Con este amor clavado en mí
Como una maldición

Nesta Tarde Cinzenta

Que vontade de chorar
Nesta tarde cinzenta
No seu repicar
A chuva fala de você
Remorso de saber
Que, por minha culpa, nunca vida, nunca te verei

Meus olhos ao fechar, te veem igual a ontem
Tremendo ao implorar de novo meu querer
E hoje é sua voz que volta a mim
Nesta tarde cinzenta

Vem, triste você me dizia
Que nesta solidão
Minha alma não aguenta mais

Vem e, tenha piedade da minha dor
Que estou cansada de chorar
De sofrer e esperar e de falar
Sempre sozinha com meu coração

Vem, que eu te quero tanto
Que se você não vier hoje
Vou ficar afogada em pranto
Não, não pode ser que continue assim
Com este amor cravado em mim
Como uma maldição

Não soube compreender sua desesperação
E alegre me afastei nas asas de outro amor
Que só e triste me encontrei
Quando me vi tão longe
E meu engano comprovei

Meus olhos ao fechar te veem igual a ontem
Tremendo ao implorar de novo meu querer
E hoje é sua voz que sangra em mim
Nesta tarde cinzenta

Vem, triste você me dizia
Que nesta solidão
Minha alma não aguenta mais

Vem e, tenha piedade da minha dor
Que estou cansada de chorar
De sofrer e esperar e de falar
Sempre sozinha com meu coração

Vem, que eu te quero tanto
Que se você não vier hoje
Vou ficar afogada em pranto
Não, não pode ser que continue assim
Com este amor cravado em mim
Como uma maldição

Composição: José María Contursí, Mariano Martínez