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Missão Vovó

Vico C

Misión abuela

Misión abuela… que, que Dios me lo bendiga
Mi abuela, mi abuela, mi abuela, y en español.
Deja que te cuente, para que tu veas, no voy a hablar del trabajo ni tampoco de la escuela,
Aunque eso está muy bien y eso lo sé yo, quiero que sepas tu lo mío pa que veas qu´es mas peor.
Yo llegué de Nueva York a principio de verano,
Y quería quedarme en casa de mi hermano
Y él me dijo brother aquí tu no te quedas
Y me llevó con to´o y moquete pa casa de mi abuela..
Ay que dolor, pobres vacaciones lo que me hizo mi hermano
Que clase de pantalones…

Seguí a mi abuela y me cayó encima
Pa que le limpiara el patio y le pintara la cocina.
Yo le dije doña yo vengo a descansar
Y ella me dijo no mijito aquí uste viene a trabajar,
De verda que tu eres malo, no sé porqué te quejas
Te me afeitas esa barba y te me cortas la melena…
Hay abuela la barba me la afeito
Pero no cortarme el pelo, mejor me quedo muerto,
Le expliqué que está de moda dejarse la melena
Y ella dijo que ya sabes que pareces una nena,
Como no me recorté esperó a que me durmiera
Y me dejó coco y pelao con una de tijera
Que ella vaina, qu´hecha vienda, que dirán de mi pa cuando me vean

Otro día pa l´almuerzo me dijo mi abuela
Que me iba cocinar lo que yo quisiera
Entonces le pedí una comida bien buena
Un hamburguer un hot- dog, lo que como to´os los días
No, no, no, no señor, yo no cocino porquerías
Aquí se come vianda y arroz con habichuelas,

Mi abuela, mi abuela, mi abuela,
Aquí se come vianda, aquí se come vianda…

Pasaron unos días, conocí a su vecina
Y tenía una hija que estaba bien buena
Ahora eh, me dije yo y le empecé a rapear
Sin que mi abuela lo supiera
Pero, ella s´enteró y me dio un sermón,
A esa nena la respetas
Yo le dije: abuela, tu te stas intrometiendo
Y me metió una bofeta´a que todavía me está doliendo

Qu´ella vaina, no se puede,
Que dirán de mi, pa cuando se enteren
Que otro día por la noche yo quería salir
Y ella dició que no, que estas son horas de dormir
Y así me la pasé en pleno jueves
Todo el mundo parisiando y yo acosta´o de las nueve

Pasaron otros días que no me fastidió
Porque la caja de los dientes se le perdió
Y aunque ella regañarme parece que quería
De todo lo que hablaba nada se le entendía
Entonces pude descansar,
Pero ya las vacaciones se me iban acabar
Y como ya no encontraba que más inventar
Fingí que un dolor me quería matar
A ver si así me hospitalizaban
Y entonces fácil de ahí yo me escapaba…
Pero se me viró la tortilla
Porque ella me empezó a dar una medicina
Y me obligó a estar en la cama acosta´o
Hasta que ella pensara que me había recupera´o

Mi abuela, mi abuela, mi abuela,
y arroz con habichuelas, ah guay!!

Y así mismo un problema que al rato yo tenía
Siete a la semana si era uno todos los días
Pero encontré la solución a todos mis problemas
Y es que tengo que aceptar que soy el nieto de mi abuela
Sin contar que después de tanto protestar
Cuando llegué a Nueva York me puse a penar
Que ella no es lo que parece, ella es bien buena
Y todo lo que hace es por ponerme la vergüenza
Pero me recordaba yo de todos los regaños que ella a mi me dio
Y de cada vez que yo hubiera querido beber ron
Y me tenía preparar un tesecito de limón
Mi madre no sabía como yo la había pasa´o
Se creía que todo yo me la había goza´o
Y se atrevió a preguntar que cuando yo volvía pa´lla
Y yo le dije mija como dentro de treinta años más…
Yo no sé si es que mi abuela tiene mucha resistencia
O yo no puedo soportarla porque no tengo paciencia

Mi abuela, mi abuela, mi abuela, mi abuela
Mi abuela, mi abuela, mi abuela, mi abuela
Mi abuela, mi abuela, mi abuela, mi abuela

Missão Vovó

Missão vovó… que Deus a abençoe
Minha vovó, minha vovó, minha vovó, e em português.
Deixa eu te contar, pra você ver, não vou falar do trabalho nem da escola,
Embora isso seja muito bom e eu sei disso, quero que você saiba o que eu passei pra ver o que é pior.
Eu cheguei de Nova York no começo do verão,
E queria ficar na casa do meu irmão
E ele me disse, irmão, aqui você não fica
E me levou com tudo e mais um pouco pra casa da minha vovó..
Ai que dor, férias arruinadas pelo que meu irmão fez
Que tipo de calças…

Segui pra casa da minha vovó e ela caiu em cima de mim
Pra eu limpar o quintal e pintar a cozinha.
Eu disse, dona, eu vim pra descansar
E ela me respondeu, não, meu filho, aqui você vem pra trabalhar,
De verdade, você é folgado, não sei por que reclama
Faça a barba e corte esse cabelo…
Ai vovó, a barba eu até corto
Mas não vou cortar o cabelo, prefiro ficar morto,
Expliquei que tá na moda deixar o cabelo longo
E ela disse que você sabe que parece uma menina,
Como não me cortei, ela esperou eu dormir
E me deixou careca com uma tesoura
Que coisa, que sacanagem, o que vão pensar de mim quando me verem

Outro dia, na hora do almoço, minha vovó me disse
Que ia cozinhar o que eu quisesse
Então pedi uma comida bem gostosa
Um hambúrguer, um cachorro-quente, o que como todo dia
Não, não, não, não senhor, eu não cozinho porcarias
Aqui se come comida de verdade e arroz com feijão,

Minha vovó, minha vovó, minha vovó,
Aqui se come comida de verdade, aqui se come comida de verdade…

Passaram alguns dias, conheci a vizinha dela
E tinha uma filha que era bem bonita
Agora, eu pensei e comecei a cantar
Sem que minha vovó soubesse
Mas, ela descobriu e me deu um sermão,
Aquela menina você respeita
Eu disse: vovó, você tá se intrometendo
E ela me deu um tapa que ainda tá doendo

Que coisa, não dá pra aguentar,
O que vão pensar de mim quando descobrirem
Que outro dia à noite eu queria sair
E ela disse que não, que agora é hora de dormir
E assim passei a noite em pleno quinta-feira
Todo mundo se divertindo e eu deitado às nove

Passaram outros dias que ela não me encheu o saco
Porque a dentadura dela se perdeu
E embora ela quisesse me dar bronca
Nada do que falava eu entendia
Então pude descansar,
Mas as férias estavam acabando
E como já não sabia o que mais inventar
Fingi que uma dor estava me matando
Pra ver se assim me internavam
E então fácil eu escapava…
Mas a situação virou
Porque ela começou a me dar remédio
E me obrigou a ficar deitado
Até que ela achasse que eu tinha melhorado

Minha vovó, minha vovó, minha vovó,
E arroz com feijão, ah que pena!!

E assim, um problema que logo eu tinha
Sete por semana se era um todos os dias
Mas encontrei a solução pra todos os meus problemas
E é que tenho que aceitar que sou o neto da minha vovó
Sem contar que depois de tanto protestar
Quando cheguei em Nova York comecei a pensar
Que ela não é o que parece, ela é muito boa
E tudo que faz é pra me dar vergonha
Mas eu me lembrava de todas as broncas que ela me deu
E de cada vez que eu queria beber rum
E ela me fazia preparar um chazinho de limão
Minha mãe não sabia como eu tinha passado
Achava que eu tinha me divertido
E se atreveu a perguntar quando eu voltava pra lá
E eu disse, filha, como em trinta anos mais…
Eu não sei se é que minha vovó tem muita resistência
Ou eu não consigo aguentá-la porque não tenho paciência

Minha vovó, minha vovó, minha vovó, minha vovó
Minha vovó, minha vovó, minha vovó, minha vovó
Minha vovó, minha vovó, minha vovó, minha vovó

Composição: