As Rapazas de Flores
No barrio das Flores
ollos doces, moños de seda
que lles liban as nádegas
nun bate-las ás de bolboreta.
E se as miran nas pupilas
elas apertan as pernas
co medo de que o sexo
lles caia na verea
As rapazas de Flores
pasean do brazo
e así se transmiten
o seu estremecemento
E pola noite
das teimas van a remolque
ós homes que as sufocan
e quixeran repeler
E pola tarde penden os peitos
sen madurar dos balcóns
e os vestidos empurpúranse
sentíndose espidos.
As Meninas das Flores
No bairro das Flores
olhos doces, laços de seda
que balançam as nádegas
num vai e vem de borboleta.
E se as olham nos olhos
elas apertam as pernas
com medo de que o sexo
caia na calçada.
As meninas das Flores
passeiam de braço dado
e assim se transmitem
o seu arrepio.
E à noite
seguem os homens
que as sufocam
e gostariam de repelir.
E à tarde, os seios
sem amadurecer nos balcões
e os vestidos se avermelham
sentindo-se despidos.