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Balada Para Cabiria

Victor Manuel

Balada Para Cabiria

No me pidas más
que yo no puedo darte casi nada;
sólo incomprensión,
quizá de vez en cuando una patada.
No me juzgues mal
ya sabes que detesto tu bondad.
No me pidas más
que ya de sobra sé cual es tu precio;
una Navidad
en Méjico pagué quinientos pesos;
cuando te salvé
de aquella jaula donde te encontré.

Te quitamos pulgas y te dimos de comer;
luego en un enfado devoraste un rodapié;
si te refugiaste con las drogas y el alcohol;
yo qué culpa tengo si te sientes inferior.

No te puedo odiar
porque eres de una raza indefinida;
llevas en la piel
mil cruces de pasiones prohibidas;
en aquel cartel
decía que eras un puro maltés.
Debo ser cruel
no puedes engañarte por más tiempo;
debo hacerte ver
que no quiero cruzarme con un perro;
imposible amor
el que nació una tarde entre tu y yo.

Balada Para Cabiria

Não me peça mais
que eu não posso te dar quase nada;
sólo incompreensão,
talvez de vez em quando uma chacoalhada.
Não me julgue mal
já sabe que eu detesto sua bondade.
Não me peça mais
que já sei bem qual é o seu preço;
um Natal
no México paguei quinhentos pesos;
quando te salvei
daquela jaula onde te encontrei.

Tiramos as pulgas e te demos de comer;
depois, num ataque, você devorou um rodapé;
se você se refugiou nas drogas e no álcool;
que culpa eu tenho se você se sente inferior.

Não posso te odiar
porque você é de uma raça indefinida;
carrega na pele
mil cruzes de paixões proibidas;
naquele cartaz
dizia que você era um puro maltês.
Devo ser cruel
não dá pra você se enganar por mais tempo;
devo te fazer ver
que não quero cruzar com um cachorro;
amor impossível
aquele que nasceu uma tarde entre você e eu.

Composição: