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Tudo em Você Se Torna Sal

Victor Manuel

Todo En Ti Se Vuelve Sal

La cama está revuelta de sábanas y angustia.
Se despereza un gato siamés en la penumbra.
La luz se abre camino en medio de la bruma,
despacio y en silencio el día se desnuda.

Me abruman los recuerdos, me asalta alguna duda.
Quién dijo que era el tiempo el que todo lo cura.
Con nada me distraigo, maldigo esta fortuna,
sé bien que a perro flaco todo se vuelven pulgas.

Las hojas muertas, el otoño, saben que te necesito
saben que es difícil olvidar.
Si no me llega, si no alcanzo a fin de mes a este fracaso
dime por qué no debo llorar,
cuando tengo lágrimas de sobra,
las regalo y se me doblan.
Todo en ti se vuelve sal.

Tus ojos son el puente por donde pasa el río.
A veces un torrente y de pronto es un suspiro
y siempre es el espejo en donde yo me miro

Tudo em Você Se Torna Sal

A cama tá bagunçada de lençóis e angústia.
Um gato siamês se espreguiça na penumbra.
A luz vai abrindo caminho no meio da neblina,
devagar e em silêncio o dia se despindo.

Os lembranças me sufocam, uma dúvida me ataca.
Quem disse que era o tempo que tudo cura?
Com nada me distraio, xingo essa sorte,
sabendo que pra cachorro magro tudo vira pulga.

As folhas secas, o outono, sabem que eu preciso de você
sabem que é difícil esquecer.
Se não chega, se não consigo fechar o mês nesse fracasso
me diz por que não devo chorar,
quando tenho lágrimas de sobra,
que eu dou e se me dobram.
Tudo em você se torna sal.

Teus olhos são a ponte por onde passa o rio.
Às vezes é um torrente e de repente é um suspiro
e sempre é o espelho onde eu me vejo.

Composição: