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Bom Dia, Minha Adela

Victor Manuel

Buenos Dias, Adela Mia

Buenos días, Adela mía
Dime como se descansó
Adivino por tu sonrisa
Tu alegría por ser mi amor

Como van esos desayunos
Tengo el hambre de un animal
Un café solo bien cargado
Mermelada y tostado el pan

Presiento un día agotador
Una visita al embajador
No son asuntos de vida o muerte
Son de la guerra del mal amor

Hay que ver como esta el servicio
No demuestran solicitud
Ya no son como antiguamente
Que servir era su virtud

Desde aquella inauguración
Que comimos sin ton ni son
La cintura se me ensanchó
Se me puso mejor color

Pero esta faja me oprime tanto
Y no puedo salir obeso
Años llevo para imponer
De palmito y ropero el cartel

Tengo suerte que el embajador
es un anciano encantador

Iré veloz en mi coche negro
Desde este auto controlo al pueblo
Moviendo masas soy un artista
Y mi destino salta a la vista

Ay Adela, que feliz eres
Como envidio tu condición
Ser esposa de un importante
Es vivir, te lo digo yo

No te quejes, no es para tanto
De vez en cuando una recepción
Un colegio de niños pobres
O una simple postulación

Un te con leche, una reunión,
Una agradable conversación,
Con tus amigas de escalafón
Mientras yo me divierto al golf

Nuestros hijos están en Suiza
El mas grande es igual que yo
La segunda es como su madre
Y el tercero es un gran…..

El tercero es un gran…..
Que no estudia y dice que yo
Tengo un cargo por mi pasado
Y por mi color de camaleón.

Lo que no entiende esta oveja negra
Es que yo me batí en la guerra
Esclavo soy de la incomprensión
De esta perdida generación.

Bom Dia, Minha Adela

Bom dia, minha Adela
Me diz como você descansou
Adivinho pelo seu sorriso
Sua alegria por ser meu amor

Como vão esses cafés da manhã?
Tô com a fome de um animal
Um café preto bem forte
Marmelada e pão torrado

Pressinto um dia cansativo
Uma visita ao embaixador
Não são questões de vida ou morte
São da guerra do amor ruim

Tem que ver como tá o serviço
Não mostram consideração
Não são como antigamente
Que servir era sua virtude

Desde aquela inauguração
Que comemos sem noção
A cintura alargou um pouco
E minha cor melhorou

Mas essa cinta me aperta tanto
E não posso sair gordo
Já faz anos que tento impor
O rótulo de palmito e armário

Tenho sorte que o embaixador
É um velho encantador

Vou rápido no meu carro preto
Desse carro eu controlo o povo
Movendo massas sou um artista
E meu destino é bem visível

Ai Adela, como você é feliz
Como eu invejo sua condição
Ser esposa de um importante
É viver, te digo eu

Não reclama, não é pra tanto
De vez em quando uma recepção
Uma escola de crianças pobres
Ou uma simples postulação

Um chá com leite, uma reunião,
Uma conversa agradável,
Com suas amigas de escalão
Enquanto eu me divirto jogando golfe

Nossos filhos estão na Suíça
O mais velho é igual a mim
A segunda é como a mãe
E o terceiro é um grande…..

O terceiro é um grande…..
Que não estuda e diz que eu
Tenho um cargo por meu passado
E pela minha cor de camaleão.

O que essa ovelha negra não entende
É que eu lutei na guerra
Sou escravo da incompreensão
Dessa geração perdida.

Composição: