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Entrega

Victoria Sur

Alumbramiento

Yo no sé para qué canto
Debe ser que los males espanto
En mi voz yo me arrullo
Y me alejo de todo el barullo

Yo no sé para qué canto
Si la realidad es desencanto
En canciones yo me vuelo
Mi alma llora como un violonchelo

Canto para no olvidar
Para no morir en el intento
Canto para no callar
Y hacer de mi canto, alumbramiento

Yo no sé para qué canto
Si ya las chicharras cantan en los campos
Mi voz se vuelve gaviota
Una fuente de luz milagrosa

Yo no sé para qué canto
Si ya las ballenas lo hacen con encanto
Mi canción ha de volver
Toda mi esperanza en un nuevo poder

Canto para respirar
Para encender mi propio fuego
Canto para resistir
Para asistir a un nuevo nacimiento

Canto para no olvidar
Para no morir en el intento
Canto para no callar
Y hacer de mi canto, alumbramiento

Entrega

Não sei porque canto
Deve ser que os males assustam
Na minha voz eu me embalo
E eu me afasto de toda a confusão

Não sei porque canto
Se a realidade é desencanto
Em canções eu vôo
Minha alma chora como um violoncelo

Eu canto para não esquecer
Pra não morrer tentando
Eu canto para não calar a boca
E fazer minha musica, nascimento

Não sei porque canto
Se as cigarras já cantam nos campos
Minha voz se torna uma gaivota
Uma fonte milagrosa de luz

Não sei porque canto
Se as baleias já fazem com charme
Minha musica tem que voltar
Toda minha esperança em um novo poder

Eu canto para respirar
Para acender meu próprio fogo
Eu canto para resistir
Para assistir a um novo nascimento

Eu canto para não esquecer
Pra não morrer tentando
Eu canto para não calar a boca
E fazer minha musica, nascimento

Composição: