Eu nasci com correntes que ninguém via
Peso no peito, voz que se calava
Mas dentro do peito uma chama insistia
Gritava baixinho: Ainda não acabou
Rasguei os papéis que mandavam meu rumo
Queimei os endereços que eu devia seguir
Olhei pro horizonte e senti o perfume
Do vento que chega pra me sacudir
Asas da liberdade, me levem embora
Cortem o céu, rasguem a aurora
Não há gaiola que me prenda agora
Eu sou o voo, eu sou a cor
Asas da liberdade, abram caminho
Que o medo se perca no vento sozinho
Hoje eu decido o meu próprio destino
Com asas de fogo no coração
Cada cicatriz é um mapa que eu fiz
Cada lágrima abriu uma janela
O que tentaram apagar com cinza e xingamento
Virou farol na minha janela
Não peço permissão pra existir
Não espero aplauso pra sorrir
Minha verdade não cabe em cartilha
Minha liberdade não pede licença pra subir
Asas da liberdade, me levem mais alto
Acima do grito, acima do asfalto
Que o mundo lá embaixo se encolha pequeno
Enquanto eu danço no peito do vento
Asas da liberdade, não voltam pra trás
O que foi quebrado já sabe voar
Hoje eu sou céu, hoje eu sou paz
Asas da liberdade
Pra sempre vão me acompanhar
Liberdade
É o som das minhas asas batendo
Liberdade
É eu decidindo como vou viver o tempo que me resta