Dimension: Canvas
Dimension: Canvas
Never before was I to delight a suchlike chef d'oeuvre
Its mere presence imposes a taciturn remaining on me
Myriads of galleries I have walked, indeed
But which master could brandish a palette of equal birth?
A fragile colour scheme scattered upon the canvas
Shapeless in its sublimity and meant to endure
An insidious urge embraces my psyche
To haphazardly drown me in a spiral suction
Disgorged and spawned from the deviant
The frame now resembles a coffin for the gist
Impiously mounted in disgust
With fever being the artistic medium
An apathic journey towards delirium:
Indispensable knowledge to interpret this cryptichon
" Dismal relique,
Hideous parody of anthropoid contours,
You are far too monotone in your expression!
So cease, obscure phoenix, cease to rise..."
Morose, I scrutinize each and every feature
And endeavour to focus beyond the blatant
Still, deranged I am forced to give up
To languidly regret all of those "whens" and "whys"
In a final writhing with pain
I try to summon the significance of this allegory
Queer aftermath, confound me not!
On the spur of the moment I become aware
That I peer at the ridiculous effigy of the painting's creator
I am left to discern in frantic turmoil
That the draughtsman has worked his canvas in glass...!
Dimensão: Tela
Dimensão: Tela
Nunca antes eu me deleitei com uma obra-prima assim
Sua mera presença impõe um silêncio em mim
Milhares de galerias eu já percorri, de fato
Mas qual mestre poderia empunhar uma paleta de igual valor?
Um frágil esquema de cores espalhado sobre a tela
Sem forma em sua sublimidade e destinado a perdurar
Um impulso insidioso abraça minha psique
Para me afundar aleatoriamente em uma espiral de sucção
Despejado e gerado do desvio
A moldura agora se assemelha a um caixão para a essência
Impiedosamente montada em nojo
Com a febre sendo o meio artístico
Uma jornada apática rumo ao delírio:
Conhecimento indispensável para interpretar este enigma
"Relíquia sombria,
Paródia horrenda de contornos antropoides,
Você é monótona demais em sua expressão!
Então cesse, obscuro fênix, cesse de ressurgir..."
Melancólico, eu analiso cada detalhe
E me esforço para focar além do óbvio
Ainda assim, enlouquecido, sou forçado a desistir
Para lamentar languidamente todos aqueles "quandos" e "porquês"
Em um último contorcer de dor
Tento invocar o significado desta alegoria
Estranho desfecho, não me confunda!
De repente, percebo
Que olho para a ridícula efígie do criador da pintura
Fico à mercê de discernir em frenesi
Que o desenhista trabalhou sua tela em vidro...!